Diploma ou experiência: eis a questão

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Diploma ou experiência: eis a questão

2018-04-25T10:11:55+00:00 April 23rd, 2018|Habilidades|
  • A valorização de um diploma académico ou de experiência prática pode variar de acordo com uma série de fatores, desde o ramo em que se está inserido até à idade do profissional em questão.
  • Diploma ou experiência podem ser complementares entre si: na vida de um profissional de sucesso sempre haverá espaço para os dois.
  • Bill Gates, fundador da Microsoft, acabou por priorizar um deles; já Larry Page e Sergey Brin, criadores do Google, têm uma trajetória diferente em suas carreiras profissionais.
  • A escolha do tipo de estudos que se faz também é importante. Às vezes um curso técnico é melhor do que uma licenciatura, mas ambos devem ser acompanhados de estágios, experiências práticas, etc.

Um estudo desenvolvido pela Randstad Global mostra que, para a grande maioria dos profissionais, a experiência profissional é o fator mais relevante no que diz respeito à progressão na carreira. 81% dos entrevistados disseram que a experiência é mais importante que a formação académica quando o assunto é uma nova posição no mercado.

O conceito aplica-se também aos jovens, mas em menor extensão: no total, 69% priorizaram a experiência. Essa questão também depende do país em análise: enquanto que a China (90%), Turquia (85%) e Reino Unido (82%) endossam essa afirmação, na Dinamarca e Noruega, cerca de metade dos empregados não concordam que a experiência pesa mais do que a formação, para os jovens.

Afinal, em todos os casos a experiência pesa mais, ou há exceções? E qual a relação entre a valorização de um ou de outro e o fator idade? O que nos mostram alguns profissionais renomados acerca desta questão? Confere algumas verdades essenciais acerca deste debate.

Experiência é mais importante na hora de se contratar um profissional quando este está mais avançado em sua carreira.  

Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, afirma que as habilidades devem ser levadas em maior consideração do que diplomas na hora de contratar profissionais. Entretanto, sua afirmação é verdadeira quando aplicada à necessidade de contratação de pessoas experientes para desenvolver atividades complexas.

Não é verdadeira quando se trata de profissionais em início de carreira. Para os jovens, o diploma continua a ser importante: por isso a diferença observada nas estatísticas apresentadas no início do artigo, entre a valorização de diploma ou experiência para jovens e para aqueles com mais tempo de carreira.

Para contratar alguém no início de carreira, as empresas usam o diploma como critério de avaliação, que o profissional em análise teve de passar por aulas, provas, e tudo isto conta. Para além deste esforço que o profissional teve quando fez o curso, o estudo na universidade estimula a capacidade cognitiva e ajuda as pessoas a manterem-se atualizadas.

Já um profissional com 30 anos de experiência não vai ser avaliado com base numa licenciatura que tirou há três décadas! O que se aprende na faculdade vai ficando para trás, e passam a prevalecer as atividades que a pessoa realiza no dia a dia.

Também deves preocupar-te com o tipo de diploma a obter

Por vezes os jovens preferem tirar uma licenciatura porque dá-lhes mais status ou prestígio, mesmo que estejam em uma área de baixa empregabilidade. Quando olhamos para o mercado, vemos que as demandas por vezes surgem muito mais nas áreas técnicas e especialistas. São essas as qualificações que mais têm gerado emprego. Isto acontece porque o mundo hoje está muito mais prático do que teórico.

Cursos superiores, como medicina ou direito, qualificam o jovem muito mais como um profissional generalista. Porém, em situações de crise económica principalmente, há um volume considerável de desempregados com formação superior, ou de pessoas que fizeram uma faculdade mas que se sujeitam a subempregos em áreas que pouco têm a ver com sua formação.

Entretanto, se formos observar os espaços onde sobram vagas, estes estão na área técnica. Uma saída possível, então, é considerar a possibilidade de se fazer um curso técnico. O diploma técnico muitas vezes permite uma entrada mais rápida no mercado de trabalho. Setores dinâmicos, como saúde ou tecnologias de informação, são as que mais demandam profissionais deste tipo.

A decisão entre fazer um curso técnico ou superior deve ser tomada tendo em conta critérios como perfil, momento de carreira e projeto de vida. O técnico é recomendável para quem quer entrar logo no mercado de trabalho, e também para quem quer mudar de carreira, pois permite maior experimentação. Também pode servir como uma profissão temporária até que se consiga financiar a continuidade dos estudos numa universidade.

Experiência e estudos devem caminhar lado a lado para que sejas considerado um profissional completo

Por mais que a formação superior e o diploma sozinhos não sejam suficientes para o profissional moderno, a falta deles pode provocar estagnação na carreira. A base teórica pode ser aplicada à vida corporativa, e as dúvidas da vida corporativa devem ser trazidas para a vida académica, para que uma complete a outra.

A qualificação deve ser contínua. Um profissional que tenha tanto um diploma técnico quanto de licenciatura é visto como diferenciado pelo mercado.

Para além de formação académica e experiência de mercado, outros dois quesitos são importantes:

  • Falar outros idiomas: quem domina outro idioma, em termos de leitura, escrita, fala e compreensão, como o inglês, espanhol, francês, mandarim, ou alemão, terá oportunidades promissoras no futuro
  • Buscar especializações, certificações ou pós-graduações: quem faz isso pode direcionar sua vida corporativa e manter-se atualizado a todo instante.

O que os fundadores da Microsoft e da Google podem nos ensinar a esse respeito?

Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, não terminou a faculdade. Depois de ter desenvolvido o sistema operacional mais popular do mundo, recebeu somente um diploma “honorário” de engenheiro de software. Por outro lado, foi só durante a pós-graduação que nasceu o maior mecanismo de busca da internet, o Google, criado por dois jovens chamados Larry Page e Sergey Brin.

Se para Bill Gates o diploma universitário não lhe fez falta, para Page e Sergey, foi o primeiro passo para uma trajetória brilhante.

Na Educartis, podes encontrar a formação de que precisas, não importa qual seja a área que queiras escolher.